O acesso a recursos e conhecimento muda tudo: conheça a história de Gean Carlos

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Gean Carlos maneja cacau cabruca há mais de 20 anos. Durante um tempo, ele observou de longe a produção de amêndoas premium. “Tínhamos conhecimento da existência do cacau de qualidade, mas não conseguíamos fazer, porque não tínhamos estrutura”, lembra.

Mas tudo mudou em 2019, quando esse agricultor agroecológico no Assentamento São João, em Ibirapitanga, no baixo sul da Bahia, acessou o crédito da Tabôa pela primeira vez. Com o recurso, veio também o conhecimento que o ajudaria a dominar as etapas de beneficiamento para produzir uma amêndoa especial, a partir das orientações realizadas pelo acompanhamento técnico gratuito. E esse foi só o início de uma jornada que ampliou a capacidade produtiva da sua propriedade e colocou Gean Carlos no grupo de produtores de cacau de qualidade.

Em 2020, com a renovação do crédito, ele investiu na implantação de uma área de Sistema Agroflorestal Agroecológico (Safa), onde consorciou o plantio do cacau com outras culturas. “O Safa mostra que somos capazes de produzir outras culturas que nos trazem melhoria de renda e são tão importantes quanto o cacau, pois vão suprir a renda quando não tiver o fruto”, diz o agricultor, que já produz rambutã, lichia, abacate, laranja, manga e juçara. Esta última, ele planta já pensando no palmito que poderá ser comercializado num futuro próximo. Em 2021, o recurso foi aplicado no custeio do cacau, com aplicação de pó de rocha para remineralização do solo e adubação.

O acesso ao crédito e ao conhecimento foram imprescindíveis para que Gean aumentasse sua renda com cacau em 146% e a produtividade em 24% entre 2020 e 2023.

A história de Gean Carlos é mais uma prova de que apoiar a agricultura familiar é revelar potências.

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