Essenciais para a produção de alimentos e a manutenção da biodiversidade, as abelhas são responsáveis pela polinização de numerosas culturas agrícolas e espécies nativas. E, se feito com técnicas apropriadas, seu manejo pode contribuir para proteger ecossistemas e gerar renda para famílias agricultoras.

Para além do cacau, no sul da Bahia, a cabruca tem abrigado outra prática com grande potencial de impactos socioambientais positivos: a meliponicultura – nome dado à criação racional de abelhas nativas sem ferrão.

Uruçu na Cabruca

Desde 2019, a Tabôa implementa o projeto Uruçu na Cabruca, em conjunto com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano – Campus Uruçuca.

A iniciativa busca fomentar a criação de um polo regional de meliponicultura, criando condições para que famílias agricultoras – especialmente mulheres e jovens – gerem renda a partir de produtos e subprodutos de abelhas da espécie Melipona mondury, popularmente conhecida como Uruçu Amarela, contribuindo também para a preservação da Mata Atlântica.

As ações focam no fortalecimento de meliponicultoras e meliponicultores em cinco municípios baianos – Camamu, Ibirapitanga, Ilhéus, Itacaré e Uruçuca. Quem participa do projeto, acessa capacitações, colônias para iniciar seus meliponários e acompanhamento técnico para manejo e multiplicação das abelhas.

O projeto ainda aposta na disseminação de conhecimentos, com a produção de materiais especializados.

A iniciativa conta com os apoios do Ministério Público do Estado da Bahia, que também participou de sua concepção, e do Instituto humanize.

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