Colheita de mel marca início do calendário 2026 do projeto Uruçu na Cabruca
VoltarApenas na primeira etapa de colheita, que ocorreu entre os dias 27 e 29 de janeiro, foram 136,950 kg de mel colhidos a partir da produção de 225 colônias. A ação é parte do trabalho de fortalecimento da meliponicultura realizado no âmbito do projeto Uruçu na Cabruca. A quantidade já colhida evidencia o aumento de produção em relação à primeira colheita do projeto, realizada em 2025, além de refletir o envolvimento das comunidades com o manejo, impulsionado pelo processo contínuo de formação realizado pelo acompanhamento técnico oferecido pela iniciativa.
Essa primeira colheita mobilizou 10 meliponicultoras(es) de seis comunidades: Assentamento Dois Riachões (Ibirapitanga-BA), Assentamento Dandara dos Palmares (Camamu-BA), Assentamento Nova Vitória e o Ressurreição (Ilhéus-BA), Assentamento Rochedo e Vila de Serra Grande (Uruçuca-BA).

Léia Dias, coordenadora de meliponicultura na Tabôa, destaca a importância da colheita do mel para fortalecer a criação racional de abelhas sem ferrão como atividade capaz de gerar renda complementar para famílias agricultoras. “Para as meliponicultoras e os meliponicultores, essa etapa representa o reconhecimento do manejo cuidadoso das colônias, a geração de renda e a confirmação de que o cuidado cotidiano com as abelhas nativas se traduz em resultados concretos”.
E os números reforçam essa evolução: na safra anterior, a colheita total do ano foi de 152 kg de mel; já em 2026, apenas na primeira fase, já foram colhidos mais de 136 kg. “Isso evidencia o fortalecimento do manejo, da organização produtiva e do engajamento das famílias envolvidas. A expectativa é de um volume ainda maior na segunda fase da colheita, prevista para o final de fevereiro”, complementa Leia.
A colheita de mel é a culminância de um processo de fortalecimento das capacidades de manejo das famílias envolvidas, que inclui capacitações e acompanhamento técnico realizado pela equipe da Tabôa. A próxima fase da colheita está prevista para a última semana de fevereiro, com a participação de 24 meliponicultores/as de seis comunidades.
Uruçu na Cabruca | Desde 2019, o projeto já fortaleceu 168 agricultoras e agricultores familiares nos municípios de Camamu, Ibirapitanga, Ilhéus, Itacaré e Uruçuca, na prática da meliponicutura, associada a outras atividades agrícolas que já desenvolvem, a exemplo do cultivo de cacau cabruca.
Para além de uma alternativa complementar de renda, o que se busca com a iniciativa é fortalecer a meliponicultura também como estratégia de conservação e regeneração de biodiversidade local, considerando os importantes serviços ecossistêmicos que as abelhas exercem, como a polinização de plantas de diferentes gêneros e espécies.

Descrição da imagem vai aqui
O projeto é realizado em parceria pela Tabôa Fortalecimento Comunitário e pelo IF Baiano – Campus Uruçuca. E conta com os apoios do Ministério Público do Estado da Bahia, que também participou de sua concepção, e do Instituto humanize.
Fotos: Acervo Tabôa | Léia Dias e Priscila Oliveira
Notícias relacionadas
Restauração Produtiva | Tabôa realiza primeiro ciclo de reconhecimento de serviços ambientais
O primeiro ciclo de avaliações para reconhecimento do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) prestados por famílias agricultoras no âmbito do projeto de restauração florestal com inclusão produtiva foi concluído com 100% de aprovação. O resultado...
Com foco no fortalecimento de comunidades para justiça socioambiental e climática, Tabôa marcou presença na COP30
A 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada no mês de novembro, em Belém (PA), foi marcada pela forte participação da sociedade civil e movimentos populares. E,...
Na COP30, Aliança Territorial apresenta atuação e destaca a importância da filantropia de presença e permanência
“Num contexto de fragmentação e impermanência, de tempos curtos e imediatistas, de relações rasas e distantes – no mundo em geral e na filantropia em particular -, somos permanência e resistência. Nossa diferença é estar.”...